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Publicações > Livros > Al Siebert > Cap. IV: "The Survivor Personality"

PENSANDO NAS PESSOAS COMO NOMES OU RÓTULOS
PREUDICAM O PENSAMENTO

Para entender a natureza altamente flexível dos melhores sobreviventes, é importante examinar outra barreira da compreensão. A primeira barreira é a tendência de pensar em termos de "um ou outro" ao invés "de ambos/e" sobre as qualidades da personalidade. A segunda barreira é usar nomes ou rótulos quando descrevendo pessoas. Nós vivemos num mundo onde é comum chamar as pessoas de "pessimistas", "otimistas", "liberais", "extrovertidos", "alcoólatras", "esquizofrênicos" e co-dependentes. Rotular as pessoas com tais nomes, é a maneira de pensar de uma criança. Ela limita a compreensão. Ela corta em tiras o que é único sobre um indivíduo e restringe a mente do observador para generalizações imprecisas..

Uma maneira mais efetiva de ver as pessoas e uma que permite melhor compreensão é assumir que cada pessoa é mais complexa, imprevisível e única que qualquer rótulo. Dizendo que uma pessoa é mais complexa que qualquer teoria, abre a possibilidade de que uma pessoa pode ser de um jeito e o oposto também..

Uma vantagem de descrever o que as pessoas sentem, pensam e fazem, ao invés de rotulá-las com um nome, é quando a pessoa muda de uma situação para outra, nós podemos ficar à vontade com a mudança dele ou dela, ao invés de ficarmos aborrecidos quando eles não permanecem de acordo com a forma que as categorizamos.

DESENVOLVENDO FLEXIBILIDADE EMOCIONAL

Em se tornar mais flexível emocionalmente parece ser o mais desejado, uma pergunta prática a fazer é: Como uma pessoa desenvolve essas habilidades bifásicas ou paradoxais, que parecem ser tão importantes para a flexibilidade e assim, para a sobrevivência?

Para os adultos, o início deste conhecimento depende do ponto de partida da pessoa. Quando a pessoa não gosta de conflitos, o seu desenvolvimento será o de aprender exatamente como ser firme e confrontativo..Tal tarefa é difícil, entretanto, e vai levar alguns anos de prática.

Porque assim? Desenvolver a habilidade de contrabalançar, geralmente requer agir de uma certa maneira que a pessoa ridicularizou ou condenou em outras por muitos anos..

Uma pessoa que foi criada para nunca ter raiva, normalmente tem percepções negativas de pessoas que expressam a raiva. Se alguém é poderoso e competitivo, então as pessoas conciliatórias são vistas como gatinhos medrosos, cheias de "nheco nheco". Tais percepções de uma só direção, a despeito do conteúdo, são exemplos de pensamentos polarizados, e dos quais sentimos repugnância pelos opostos que não gostamos, pelos nossos anti-modelos. É por isso que quando uma pessoa negativa é solicitada a agir positivamente, a reação dele ou dela é: "Eu não podia fazer isso". Para que ela seja positiva seria o mesmo que agir como um desprezível autoritário.

Igualmente quando, num medo induzido, uma pessoa que age com força é solicitada a agir de forma mais apreciativa, ou para ser um bom ouvinte, a reação interna é: "Não". Para uma pessoa autocrática e independente escutar bem, expressar sincera apreciação e ser influenciada por subordinados, seria como agir igual a uma pessoa desprezível, fraca e sem fibra que é empurrada por todos..

Aversões emocionais por uma pessoa antimodelo, corre fundo no subconsciente e não são fáceis de superar. Precisa-se de uma combinação de frustração, quando uma pessoa na sua abordagem habitual não funciona bem em importantes situações, e coragem para ver que o que desprezava nos outros, pode ser que tenha algum mérito. (Nós vamos dentro desse processo mais a fundo nos capítulos, oito e 11. ).

Agora, entretanto, nós precisamos olhar para outra barreira para termos qualidades paradoxais.

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