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PENSANDO NAS PESSOAS COMO
NOMES OU RÓTULOS
PREUDICAM O PENSAMENTO
Para entender a natureza altamente flexível
dos melhores sobreviventes, é importante examinar
outra barreira da compreensão. A primeira barreira
é a tendência de pensar em termos de "um
ou outro" ao invés "de ambos/e"
sobre as qualidades da personalidade. A segunda barreira
é usar nomes ou rótulos quando descrevendo
pessoas. Nós vivemos num mundo onde é
comum chamar as pessoas de "pessimistas",
"otimistas", "liberais", "extrovertidos",
"alcoólatras", "esquizofrênicos"
e co-dependentes. Rotular as pessoas com tais nomes,
é a maneira de pensar de uma criança.
Ela limita a compreensão. Ela corta em tiras
o que é único sobre um indivíduo
e restringe a mente do observador para generalizações
imprecisas..
Uma maneira mais efetiva de ver as pessoas e uma que
permite melhor compreensão é assumir que
cada pessoa é mais complexa, imprevisível
e única que qualquer rótulo. Dizendo que
uma pessoa é mais complexa que qualquer teoria,
abre a possibilidade de que uma pessoa pode ser de um
jeito e o oposto também..
Uma vantagem de descrever o que as pessoas sentem,
pensam e fazem, ao invés de rotulá-las
com um nome, é quando a pessoa muda de uma situação
para outra, nós podemos ficar à vontade
com a mudança dele ou dela, ao invés de
ficarmos aborrecidos quando eles não permanecem
de acordo com a forma que as categorizamos.
DESENVOLVENDO FLEXIBILIDADE
EMOCIONAL
Em se tornar mais flexível emocionalmente parece
ser o mais desejado, uma pergunta prática a fazer
é: Como uma pessoa desenvolve essas habilidades
bifásicas ou paradoxais, que parecem ser tão
importantes para a flexibilidade e assim, para a sobrevivência?
Para os adultos, o início deste conhecimento
depende do ponto de partida da pessoa. Quando a pessoa
não gosta de conflitos, o seu desenvolvimento
será o de aprender exatamente como ser firme
e confrontativo..Tal tarefa é difícil,
entretanto, e vai levar alguns anos de prática.
Porque assim? Desenvolver a habilidade de contrabalançar,
geralmente requer agir de uma certa maneira que a pessoa
ridicularizou ou condenou em outras por muitos anos..
Uma pessoa que foi criada para nunca ter raiva, normalmente
tem percepções negativas de pessoas que
expressam a raiva. Se alguém é poderoso
e competitivo, então as pessoas conciliatórias
são vistas como gatinhos medrosos, cheias de
"nheco nheco". Tais percepções
de uma só direção, a despeito do
conteúdo, são exemplos de pensamentos
polarizados, e dos quais sentimos repugnância
pelos opostos que não gostamos, pelos nossos
anti-modelos. É por isso que quando uma pessoa
negativa é solicitada a agir positivamente, a
reação dele ou dela é: "Eu
não podia fazer isso". Para que ela seja
positiva seria o mesmo que agir como um desprezível
autoritário.
Igualmente quando, num medo induzido, uma pessoa que
age com força é solicitada a agir de forma
mais apreciativa, ou para ser um bom ouvinte, a reação
interna é: "Não". Para uma pessoa
autocrática e independente escutar bem, expressar
sincera apreciação e ser influenciada
por subordinados, seria como agir igual a uma pessoa
desprezível, fraca e sem fibra que é empurrada
por todos..
Aversões emocionais por uma pessoa antimodelo,
corre fundo no subconsciente e não são
fáceis de superar. Precisa-se de uma combinação
de frustração, quando uma pessoa na sua
abordagem habitual não funciona bem em importantes
situações, e coragem para ver que o que
desprezava nos outros, pode ser que tenha algum mérito.
(Nós vamos dentro desse processo mais a fundo
nos capítulos, oito e 11. ).
Agora, entretanto, nós precisamos olhar para
outra barreira para termos qualidades paradoxais.
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